Integrantes da Rede participaram de discussões sobre prevenção, rastreamento e abordagens cirúrgicas durante congresso em Belo Horizonte.

Belo Horizonte (MG), maio de 2026 – A Rede Brasileira de Acretismo Placentário (REBRAC) esteve representada em sessões científicas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do espectro da placenta acreta durante o 63º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia (CBGO). Seus integrantes discutiram abordagens cirúrgicas conservadoras e não conservadoras, além de outros aspectos da assistência às gestantes com a condição. Promovido pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o congresso foi realizado de 27 a 30 de maio, no Minascentro, em Belo Horizonte.
No dia 28 de maio, Lucas Barbosa da Silva, um dos fundadores da REBRAC, apresentou “Tratamento cirúrgico conservador one-step”, na sessão “Avanços no tratamento cirúrgico do espectro da placenta acreta”. A atividade foi coordenada por Antônio Rodrigues Braga Neto, diretor de relações internacionais e institucionais nacionais da Rede, e contou com uma apresentação sobre a atualização da classificação topográfica da condição, conduzida por Leila Katz, ginecologista e obstetra, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva Obstétrica do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP).
No dia seguinte, durante a mesa-redonda “Espectro da placenta acreta”, Sue Yazaki Sun, diretora administrativa e de normas da REBRAC, abordou a epidemiologia da condição no Brasil e no mundo. Conrado Milani Coutinho, vice-presidente da Rede, tratou do rastreamento e do diagnóstico, enquanto Lucas Barbosa da Silva discutiu quando e como realizar o tratamento cirúrgico conservador.
Janete Vettorazzi, presidente da REBRAC, participou da mesma sessão com a apresentação “Quando e como realizar o tratamento cirúrgico não conservador”. A mesa foi coordenada por José Guilherme Cecatti, professor titular de obstetrícia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e contou com Leila Katz, responsável pelo tema da prevenção.
O espectro da placenta acreta reúne diferentes graus de aderência anormal da placenta à parede uterina, podendo haver invasão do músculo uterino e, nos casos mais graves, de órgãos próximos. A condição aumenta o risco de hemorragias graves durante o parto. Por isso, o diagnóstico durante a gestação e o planejamento da assistência em centros especializados são essenciais para a segurança materna.
A presença de fundadores e integrantes da diretoria da REBRAC nas sessões do 63º CBGO mostrou a abrangência dos temas que fazem parte da atuação científica da Rede, da identificação de gestantes em risco às decisões sobre o tratamento cirúrgico. As discussões contemplaram diferentes etapas da assistência, diretamente relacionadas ao trabalho da REBRAC para aprimorar o diagnóstico, o planejamento do cuidado e o manejo do acretismo placentário, com foco na redução das complicações maternas.
