Diagnóstico e pré-natal
Quem tem maior risco de desenvolver acretismo placentário?
Você sabia que algumas condições podem aumentar o risco de acretismo placentário?
O espectro da placenta acreta (EPA) é mais comum em mulheres que já tiveram cesarianas, especialmente quando a placenta está localizada na parte mais baixa do útero, próxima à cicatriz da cirurgia. Quanto maior o número de cesarianas anteriores, maior o risco.
Outros fatores que merecem atenção são:
- Placenta prévia ou baixa: quando a placenta cobre a abertura do colo do útero ou está próxima a ela, principalmente em mulheres com cesarianas anteriores.
- Cirurgias ou procedimentos no útero: como retirada de miomas, curetagens, histeroscopias e embolização uterina.
- Cicatrizes ou aderências dentro do útero.
- Acretismo placentário em uma gestação anterior.
- Fertilização in vitro.
- Idade materna acima de 35 anos: especialmente quando associada a outros fatores.
- Obesidade: especialmente quando associada a outros fatores.
Ter um ou mais desses fatores não significa que você terá acretismo placentário. Eles apenas indicam a importância de uma avaliação mais cuidadosa durante o pré-natal.
Converse com seu obstetra sobre suas gestações e cirurgias anteriores. Identificar o risco precocemente permite acompanhar a localização da placenta e, quando necessário, planejar o nascimento com mais segurança para você e seu bebê.

Como é feito o diagnóstico do acretismo placentário?
Você sabia que o acretismo placentário pode ser identificado ainda durante a gravidez?
O espectro da placenta acreta (EPA) pode ser suspeitado desde o início da gestação, especialmente em mulheres que já tiveram cesarianas ou outras cirurgias no útero.
O principal exame para investigar essa condição é o ultrassom obstétrico, que permite avaliar a localização da placenta e sua relação com a parede do útero.

Os primeiros sinais podem aparecer ainda no primeiro trimestre, mas a suspeita é mais frequentemente identificada durante o ultrassom morfológico, realizado por volta de 18 a 24 semanas de gestação. Dependendo dos resultados, podem ser necessários novos exames ao longo da gravidez.
Em algumas situações, o médico também pode solicitar uma ressonância magnética para complementar a avaliação, conforme a necessidade de cada caso.
É importante saber que nem toda placenta baixa significa acretismo placentário. Por isso, quando existe suspeita, a avaliação por profissionais experientes ajuda a esclarecer o diagnóstico.
Quanto mais cedo o EPA for identificado, mais oportunidades existem para organizar os cuidados necessários e planejar o nascimento com segurança.
