Diretores da REBRAC abordaram planejamento do parto e alternativas cirúrgicas em congresso com mais de 4.300 inscritos no Rio.

Rio de Janeiro (RJ), maio de 2025. Integrantes da Rede Brasileira de Acretismo Placentário (REBRAC) participaram de atividades científicas sobre diagnóstico, planejamento do parto e tratamento do espectro da placenta acreta durante o 62º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia (CBGO), realizado de 14 a 17 de maio, no Riocentro, no Rio de Janeiro. Organizado pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o congresso reuniu mais de 4.300 inscritos e quase 340 palestrantes, com uma programação dedicada à saúde da mulher e aos desafios da assistência obstétrica.
O acretismo placentário é caracterizado pela aderência anormal da placenta à parede uterina e, em determinados casos, pela invasão do tecido muscular do útero. A condição pode provocar hemorragias graves durante o parto e exigir atendimento especializado. O diagnóstico ainda na gestação e o planejamento da assistência são essenciais para reduzir os riscos maternos.
No dia 16 de maio, a presidente da REBRAC, Janete Vettorazzi, coordenou a sessão “Complicações e manejo do acretismo”, que abordou diferentes possibilidades de assistência às gestantes. O diretor de Divulgação e Marketing da Rede, Eduardo Cordioli, apresentou a aula “Tenho acretismo placentário: o que fazer?”, enquanto o vice-presidente, Conrado Milani Coutinho, discutiu o manejo conservador, uma das alternativas de tratamento consideradas em casos selecionados.
Conrado também participou da mesa-redonda “Do planejamento da gestação ao centro de referência: ações para redução da mortalidade materna”, com uma apresentação sobre diagnóstico do acretismo placentário e programação do parto. A atividade tratou de etapas importantes para a identificação da condição durante o pré-natal e a organização da assistência em serviços preparados para o manejo de possíveis complicações.
Outro destaque foi o debate “Controvérsias no tratamento da Hemorragia Obstétrica”, que discutiu a possibilidade de uma conduta cirúrgica conservadora no espectro da placenta acreta. Lucas Barbosa da Silva, um dos fundadores da REBRAC, e Janete Vettorazzi participaram de apresentações com posições distintas sobre o tema. Conforme a programação oficial, Lucas ficou responsável pela abordagem favorável, enquanto Janete apresentou o contraponto. A discussão permitiu examinar diferentes estratégias terapêuticas, considerando os riscos e as possibilidades de tratamento.
A atuação da REBRAC no CBGO 2025 contemplou diferentes etapas da assistência ao acretismo placentário, desde o diagnóstico e o planejamento do parto até as decisões sobre o tratamento cirúrgico. Com seus diretores e fundadores à frente de palestras, coordenação de sessão e debates científicos, a Rede contribuiu para levar ao congresso questões centrais de sua área de atuação, ampliando a discussão sobre o manejo da condição e os cuidados necessários para reduzir os riscos às gestantes.
