Com apoio da REBRAC, encontro inédito no Brasil discutiu diagnóstico, tratamento e prevenção de complicações maternas.

São Paulo (SP), 26 de abril de 2025. A Rede Brasileira de Acretismo Placentário (REBRAC) apoiou o Meet the Experts – IS-PAS, 1º Simpósio Internacional sobre Acretismo Placentário, realizado no Anfiteatro do Edifício Joana, em São Paulo. Organizado pelo Grupo Santa Joana em parceria com a International Society for Placenta Accreta Spectrum (IS-PAS), o evento também teve o apoio da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
A programação reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir avanços no diagnóstico e no tratamento do espectro da placenta acreta, condição que pode provocar hemorragias graves e outras complicações maternas. Entre os assuntos abordados estiveram fatores de risco, métodos de imagem, técnicas cirúrgicas, tratamento conservador e estratégias para reduzir a mortalidade materna.
Na primeira sessão, presidida por Eduardo Cordioli, diretor de Divulgação e Marketing da REBRAC, e Sally Collins, professora de Obstetrícia da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e presidente da IS-PAS, o vice-presidente da Rede, Conrado Milani Coutinho, apresentou uma aula sobre diagnóstico ultrassonográfico do espectro da placenta acreta. O exame é um dos principais recursos para identificar a condição durante a gestação e planejar a assistência ao parto.
A segunda sessão, conduzida por Mario Macoto Kondo, integrante do Conselho Consultivo e Fiscal da REBRAC, e Vedran Stefanovic, professor de Obstetrícia e Ginecologia ligado à Universidade de Helsinque, na Finlândia, abordou o tratamento de casos graves, incluindo histerectomia, possibilidades de preservação uterina e cuidados anestésicos. Mônica Iassanã dos Reis, diretora de Assistência Integrada Multiprofissional da Rede, apresentou uma palestra sobre o programa brasileiro “Zero Morte Materna por Hemorragia”.
À tarde, especialistas internacionais e integrantes da REBRAC participaram de uma simulação sobre o manejo do acretismo placentário e da hemorragia pós-parto. A atividade permitiu discutir situações que exigem respostas rápidas e atuação coordenada das equipes de saúde diante de complicações obstétricas.
No encerramento das atividades científicas, a presidente da REBRAC, Janete Vettorazzi, apresentou o trabalho da Rede, dedicada ao estudo do acretismo placentário e à melhoria da assistência às gestantes com essa condição.
Entre os convidados estrangeiros também estiveram Karin Fox, professora de Medicina Materno-Fetal da University of Texas Medical Branch, nos Estados Unidos; Olivier Morel, professor de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Lorraine, na França; e Hooman Soleymani Majd, especialista em cirurgia oncológica ginecológica vinculado à Universidade de Oxford, no Reino Unido.
O crescimento das taxas de cesariana e sua relação com o aumento da incidência de acretismo placentário também estiveram em debate. A presença de cicatrizes uterinas anteriores é um dos principais fatores de risco para a condição, o que reforça a necessidade de atenção durante o pré-natal e de planejamento adequado do parto.
O encontro favoreceu a troca de experiências sobre diagnóstico precoce, técnicas de tratamento e organização de serviços especializados. Com o apoio ao simpósio e a atuação de seus diretores nas atividades científicas, a REBRAC apresentou seu trabalho a especialistas internacionais.
